É bastante lucrativo para muitas empresas, principalmente as de comunicação que detêm os direitos de transmissão dos desfiles, reduzir a ideia do carnaval carioca à Marquês de Sapucaí. Chegam a ser ridículos os comentários especializados (???) de quem nunca pisou na quadra das escolas e muito menos saberiam dizer onde ficam as comunidades as quais elas representam. Aliás, é essa mesma comunidade que perde as suas fantasias para artistas globais e patrocinadores, mesmo tendo ensaiado duramente por meses, enquanto os outros nem sabem cantar o samba.
Mas, apesar de toda essa hipocrisia social, é sim o carnaval uma festa mágica. O impossível torna-se possível e o sonho invade a realidade. Personagens separados pelo tempo e pelo espaço podem caminhar lado a lado como antigos amigos. E a alegria toma conta do ar.
Pena que isso não possa ser de verdade e todo dia.
PS: A foto acima foi tirada por mim na dispersão do desfile da Vila Isabel. Ali estávamos, sob os aplausos das pessoas comuns, que realmente torcem pelas suas escolas. No ar, os símbolos da "boemia": os chapéus e a lua, separados pelo símbolo da passarela do samba.